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NOS Primavera Sound: Hip Hop, Rock e a crítica disfarçada de excentricidade

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Num dia marcado pela tendência crescente do hip-hop a noite vai para A$AP ROCKY e Vince Staples. A tarde, desta vez solarenga, foi de IDLES.

Mas o Sound de Primavera vai para Fever Ray! Para quem rompe com os limites de múltiplas caixas, quem questiona, abala e alerta merece esta distinção de “Sound”.

Nada que surpreenda os que pré NOS Primavera Sound já se deixavam contagiar pela febre de Ray e possivelmente os que compuseram a plateia resumiram-se em grande parte aos estudiosos não só de Karin Dreijer e do seu projecto, mas, também dos “The Knife”, mas que certamente chocou – no meio do terror cénico meticulosamente pensado – todos os restantes.

Com fatos a recriar corpos sarcasticamente musculados ou casacos de pele de animal falsos a crítica social e activista era bem explícita para uma suposta sociedade que diariamente se mascara do que é pouco válido e exageradamente vazio. Algo que a segunda música do alinhamento “We’re not attractive to this country’s standards” não deixa enganar.

De uma construção cénica e de uma teatralidade que nos faz questionar se estamos perante um concerto ou uma performance, Karen veio deliberadamente para provocar, caso contrário sem controvérsia não seria Fever Ray.

Não podemos deixar de referir os concertos de Unknown Mortal Orchestra, Supeorganism e Breeders que fizeram parte desta palete musical colorida que é o NOS Primavera Sound.

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Helder Aires

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