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MEO Marés Vivas’17 – Dia 3

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Chegamos ao terceiro dia do MEO Marés Vivas 2017, último dia desta edição.
O sol raiava com mais força do que nos dias anteriores e o calor humano podia sentir-se por toda a arena.
O recinto, mesmo junto à privilegiada localização que é a praia do cabedelo, enchia à medida que as horas iam passando e Sting era, como todos sabíamos, o artista que todos esperávamos pacientemente neste último dia.

No palco Santa Casa era a vez de Caelum a entrar em cena, o “céu” era deles, significado de Caleum, do latim, palavra que escolheram para o nome da banda. O público apoiou esta banda que se diz de Space Rock/ Pop Rock, banda alternativa e de qualidade. A banda é composta pelos membros, Pedro Correia (voz e guitarra), Diogo Costa (guitarra e teclado), José Ganchinho (baixo) e Diogo Lopes (bateria).
Encaixou-se bem no enquadramento, já que neste dia o que mais se esperava era bom rock, mas não só!

Logo a seguir os Àtoa, o quarteto de Évora, composto por Guilherme Alface, João Direitinho, Rodrigo Liaça e Mário Monguinho sobem ao palco. Escusado será dizer que é sempre bom estar atento aos novos talentos que passam por este palco dado que muitos deles acabam por se revelarem um grande sucesso.
Os bilhetes para este dia estavam já esgotados há algum tempo, viam-se muitas pessoas à porta do recinto a tentar comprar bilhetes mas não creio que tenham tido qualquer sorte.

Após um curto período de tempo entra Joe Sumner no palco MEO apenas com uma guitarra na mão e agudos loucos e afinados que se faziam ouvir por todo o espaço. Joe, como todos sabíamos é filho do cabeça de cartaz deste dia, Gordon Sumner, vocalista de Sting. Não será certamente nada fácil ser-se filho de uma estrela como Gordon e escolher a mesma carreira que o pai, mas ele fê-lo à sua maneira e sucedeu no estrelato ao lado do seu pai.

Pouco depois aproximava-se a chegada de Miguel Araújo, cantor, músico e compositor português que já todos conhecemos tão bem. Dos temas interpretados por este grande músico salientam-se o Anda Comigo ver os Aviões, Os maridos das Outras, Quem és Tu Miúda e muitos outros que nos levaram todos a cantar juntamente com o artista.

Acabou por chegar o artista mais aguardado, Sting sobe ao palco e a emoção era tanta que no início do concerto não se ouvia viv’alma, todos escutávamos com atenção e apreço tudo o que passava no palco.
Pudemos ouvir os grandes clássicos, desde a Roxanne à Message in the Bottle, Fragile, Shape of My Heart, até à Englishman in New York. Foi um concerto divinal e animado, a presença de Sting esteve à altura das expectativas e até as suplantou. Não se podia ter esperado melhor porque os grandes clássicos nunca desiludem.

No final da noite, ainda tivemos a presença de Seu Jorge para dar ritmo à madrugada que ainda se prolongava por mais algum tempo. Tudo sambou com a Burguesinha, a Chega de Saudade e a Life on Mars, tributo a Bowie e a muito calorosa É isso Aí. Tiramos o pé do chão com a Amiga da Minha Mulher, contamos com musica muito animada, com um ritmo de Samba, Funk e Bossa Nova que deu ao público o melhor final de noite e apesar da chuva miudinha que se fazia sentir Seu Jorge conseguiu com a sua grande energia aquecer-nos a todos.
Despediram-se numa engraçada dança em fila indiana e saíram do palco assim, alegremente festejando como o povo carioca o faz melhor do que ninguém.

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Catarina Ramalho (texto)

Licenciada em Som e Imagem e Mestre em Design de Som a música fala por si. Figura incontornável do panorama jornalístico musical, destaca-se pelas suas entrevistas, pela presença em concertos e festivais e pela colaboração no programa Portugal 3.0 de Álvaro Costa na RTP2.

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