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MEO Marés Vivas’17 – Dia 2

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Era o segundo dia, 15 de julho, do MEO Marés Vivas e os concertos começavam no palco Santa Casa pelas 16:30h. O público juntava-se cada vez mais, desta vez muitos dos que ali se encontravam eram os que estavam mais ligados à cultura do hip hop.
Foi um dia solarengo de verão e tudo correu pelo melhor, estávamos todos entusiasmados com o que ainda estava por vir porque sabíamos que este seria um dia que não seria esquecido tão cedo dado o cartaz que nos esperava.

O primeiro concerto do dia estava assinalado com a entrada de João Pequeno em palco. Músico que tentou a sua sorte, pegou na sua guitarra e lançou-se para o mundo do hip hop. O seu single com o tema mais forte é o verdade ou consequência que retrata toda uma geração. Não deixou ninguém imune às suas melodias e rimas que marcam o ritmo sagaz e incontornável dos dias de hoje que atravessam o hip hop desde raiz pretendendo ir mais além.

O palco Santa Casa vê-se invadido por pessoal jovem que espera ouvir o bom da música urbana, hip hop e rap. Agora é a vez de Kappa Jotta, mal entra em palco agarra o público com a garra que lhe é habitual. Vírus é o seu álbum que logo contagiou a audiência com a sua energia inigualável e beats que fazem com que os pés descolem do chão.

Mundo Segundo, que já é uma lenda do hip hop desde os anos 90, na altura em que ainda era membro dos Dealema, é o artista que se segue. O palco Santa Casa quase está já completamente a abarrotar, muitos se queixaram do pouco espaço que tinham e se perguntaram pelo motivo de Mundo Segundo não ter sido um artista escolhido para o palco principal. Gaia é a sua casa e tal fez-se notar devido à quantidade de pessoal que ali estava, na praia do cabedelo, determinado a apoiá-lo.

É a hora dos Amor Electro subirem ao palco e às 19:20h, na hora prevista, inicia-se o concerto.
Ainda com o sol quente no céu e apenas uma pequena aragem agradável vem a cantora Marisa Liz, a desbravar terreno com o seu cabelo de fogo, electrizante e cheia de boa disposição e energia de fazer inveja. Acompanhada pelos músicos Tiago Pais Dias, Rui Rechena, Ricardo Vasconcelos e Mauro Ramos, a banda consegue desde o início cativar-nos a todos como já é seu costume.
Os temas que pudemos ouvir e cantar destes tão célebres artistas passaram pela A Máquina, Rosa Sangue, Juntos Somos Mais Fortes em que a vocalista pediu à audiência para que todos se unissem e dessem as mãos, momento intenso e muito bonito que se passou neste MEO Marés Vivas, e o mais recente tema Sei também foi interpretado. Foi um espetáculo com muita qualidade que ficará na nossa memória.

Lukas Graham, Dinamarquês de origem, entra em palco e logo nos convenceu com a sua performance artística. Take The World By Storm foi o primeiro tema com que nos deixou seguido pelo seu primeiro hit Drunk in the Morning. Ficámos também com os temas Hayo, em que o cantor nos pediu para o acompanhar no refrão da música, Don´t you worrie, Criminal Mind, Better than yourself, You’r not there, música dedicada ao seu falecido pai. Mama Said veio contrariar a tristeza da anterior, já que como o artista disse, mais vale celebrar a vida porque é com ela que podemos criar mudanças. Happy Home e as mais conhecidas Funeral e 7 Years também foram outros dos temas que retratam um pouco da vida do cantor e o mesmo se pode dizer de todas os outros que pudemos ouvir do mesmo, a música deste artista é sempre muito pessoal e genuína.
O Músico adorou o cenário que o circundava, tal como todos nós que podemos ver o pôr do sol no rio à medida que os concertos se vão passando, local fantástico onde acontece o MEO Marés Vivas.

Às 22:15h o recinto estava cheio de uma ponta à outra atentamente à espera dos cabeças de cartaz, as lendas do rock, Scorpions. Estava tudo em euforia, houve até quem se pusesse a subir as grades pela parte de fora do recinto para conseguir ver e ouvir este concerto com que nos presentearam esta gigantesca banda de culto.
Os músicos exímios Rudolf Schenker, Klaus Meine, Matthias Jabs, Pawel Maciwoda e Mikkey Dee deixaram-nos com os temas Going Out With a Bang, Make It Real, deslumbraram-nos com a Bad Boys Running Wild, com o guitarrista já aos saltos. The Zoo, Always Somewhere, Eye of the Storm, Send Me an Angel e um dos pontos mais altos da noite foi com a Wind of Change e Big City Nights.
A multidão aplaudia e pedia por mais, os músicos deram o seu melhor e o concerto não podia ter corrido de outra forma, um bom exemplo para os mais novos de como se faz bom rock e boa música. Foi um grande espetáculo, verdadeiramente épico!
No encore tocaram o resto das músicas que todos estávamos ansiosos à espera, entram com uma intro da Holiday e logo depois a grande balada Still Loving You seguida da Rock You Like a Hurricane.

Os Expensive Soul, banda constituída pelos membros New Max, Demo e a muito competente Jaguar Band, são os últimos a entrar em cena. O recinto ainda se mantinha composto, tocaram os seus já conhecidos grandes hits. Dançamos ao ritmo do Amor é Mágico, repetimos as letras dos temas interpretados e só posso dizer que foi um bom concerto para acabar a noite. Puseram um bom ponto final ao segundo dia do MEO Marés Vivas.

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Catarina Ramalho (texto)

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