curlymess.pt

MEO Marés Vivas’17 – dia 1

in Festivais/Música/Reportagens by

No primeiro dia desta edição do MEO Marés Vivas, que se situa no local do costume, na praia do Cabedelo, mesmo junto ao rio, correu na perfeição, como era de esperar.

Foi no dia 14 de julho que o festival arrancou e pudemos contar com muita animação. Havia sempre algum espetáculo a decorrer, ou no Palco RTP Comédia, ou no Palco Santa Casa ou no principal, o Palco MEO, que se encontrava sempre cheio de gente à espera que os concertos começassem.

Os primeiros a estrear o palco Santa Casa foram os Quatro e Meia, banda natural de Coimbra, formada por 6 elementos muito bem dispostos e sempre prontos a apelar à boa música portuguesa, às sonoridades que nos são tão próprias e simultaneamente inovadoras.
O concerto começou por volta das 17h e para lá se começaram a dirigir os primeiros festivaleiros. Dos temas mais conhecidos deste grupo pudemos contar com o “P’ra Frente é que é Lisboa”, destacou-se também o “Baile de São Simão”, o “Sentir o Sol” e fomos também presenteados com uma cover dos Deolinda. O grupo que se encontrava mais próximo do palco, sempre muito animado, dançava ao som das músicas destes artistas que tão orgulhosos se sentem por comporem na língua de Camões.

Os segundos a entrar em palco foram os Souls of Fire, banda de reggae portuguesa, cheia de boas vibrações e energia positiva para contagiar a audiência. Tocaram os temas Souls Of Rastaman, Bens Materiais, Jah In My life, e até um tema do novo single apelidado de Sei Lá.
Foi um concerto muito divertido, a banda tentava interagir com o público pedindo barulho, sempre mais barulho e assim conseguiu captar a atenção mesmo a do espectador mais reticente.

Partimos depois para o Palco MEO onde as gerações mais novas aguardavam ansiosamente o Diogo Piçarra, caracterizado pela sua aparência extremamente fotogênica e energia em palco sem comparação.
O concerto começou à hora esperada, às 20:15h que foi quando o artista entrou em palco acompanhado pelo resto dos membros, Francisco Aragão, na guitarra e teclados, Filipe Cabeçadas, na bateria e Miguel Santos no baixo e teclado.
Os primeiros temas foram os do seu novo álbum “Do=s”. Entrou em grande e encantou o público com a sua voz e presença, como já é habitual, mesmo para aqueles que ainda não se sentiam rendidos às suas prestações anteriores.
Alguns dos temas tocados foram, Já não falamos, Erro, Caminho, Ponto de Partida, Dialeto, Tu e Eu e muitos outros cantados e partilhados com o público que se encantava cada vez mais com a voz do artista e com toda a sua imagem, especialmente apreciada pelos mais novos.

De seguida no mesmo palco estávamos já todos à espera de Tom Chaplin, conhecido como vocalista da banda britânica Keane, agora estreia-se a solo com o seu novo álbum The Wave, bem aclamado pelos críticos. Dos temas com que nos presenteou ficaram marcados o I Remember You, Silenced By The Night, Everybody’s Changing, The River, ao som dos violinos pudemos ouvir o tema Hold on to your Love, Quicksand, entre outros.
É um espectáculo que ficará certamente na memória, o próprio Tom sentiu o carinho dos portugueses, que foi recíproco, levou a bandeira portuguesa para casa e até um pouco dos nossos corações.
O último tema com que ficámos foi o See It So Clear, terminando assim então o concerto. Tom Chaplin agradece no final ao público por todo o bom clima que se pôde sentir.

Bastille foi a banda que se seguiu em palco, incendiando com o seu estilo inconfundível de indie/rock alternativo. O vocalista Dan Smith festejou devidamente o seu aniversário, que se passa no mesmo dia que a Tomada da Bastilha que ocorreu em França e se festeja a 14 de julho. Avançando pela multidão a dentro como um verdadeiro rockeiro num dos temas tocados, causou grande euforia por parte dos festivaleiros entusiasmados.
Puderam ouvir-se temas como Warmth, Overjoyed, Things we Lost in the Tire, Good Grief, Two evils e até uma cover de Corona, a famosa Rythm Of The Night e acabaram este grande concerto aos pulos com o mais conhecido tema Pompeii.

O último a entrar em palco foi o Agir, mesmo assim conseguiu despertar no público ânimo suficiente para deixar toda a gente em êxtase a saltar e a cantar as suas letras.
O concerto começou com o tema Estou Bem, de seguida com a Eu Quero, todos se mexeram ao som de Ela é Boa, a Make up não ficou atrás e o mesmo se pode dizer do tema Bela, Pescoço e Tempo é Dinheiro que todos repetiam em uníssono.

Foi um bom primeiro dia para o MEO Marés Vivas e para o segundo dia podemos contar com um grande cartaz que não irá desiludir decididamente.

________________________________

Catarina Ramalho (texto)

 

Últimos

Go to Top