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Entrevista: Cais do Sodré Funk Connection

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Os Cais do Sodré Funk Connection lançaram este ano o seu segundo disco de originais, Soul, Sweat & Cut the Crap e prometem fazer dançar do primeiro até ao último tema do disco.
Apaixonados pelo funk e a soul, a banda dedica-se a recriar o som e o ambiente dos clássicos da Motown, Stax, Chess Records e outras editoras míticas das décadas de 60 e 70, com a dedicação e energia de uma verdadeira celebração.

Como é que descreveriam a sonoridade de “Soul, Sweat & Cut the Crap”?

O som dos Cais Sodré Funk Connection é influenciado pelas bandas da Chess Records, Sax, e outras, no período entre a década de 60 e 70. No primeiro disco havia um lado mais funk e cru que dominava os temas, neste Soul, Sweat & Cut lhe Crap a vertente mais soul tomou as rédeas.

Para além de ser um disco exclusivamente de originais, que mais diferenças existem entre este e o vosso primeiro álbum?

Além do que disse acima, no primeiro disco as coisas foram acontecendo um pouco por acaso; depois de algumas residências no Musicbox quisemos registar as covers que tocávamos, e fizemo-lo num par de dias no Namouche. Pouco depois estávamos a compor temas originais, e resolvemos fazer o mesmo. No fim do processo compilámos os temas num disco.
Já neste as coisas foram mais focadas. Houve uma fase de composição, depois de ensaios, e depois andámos a testar os temas ao vivo antes de finalmente os gravarmos no estúdio da Valentim de Carvalho, em Paço de Arcos.

Como estão a preparar as vossas apresentações ao vivo?

Para esta tour queremos levar a animação mais além, com menos espaços entre os temas, alguns medleys, etc. Os Cais Sodré Funk Connection são uma banda que toca música de dança, e por isso queremos que as pessoas não parem de dançar até o tema final do espetáculo.

Como é que funciona o vosso processo criativo? Compõem em conjunto?

Essa é uma parte que varia muito. Algumas vezes há um que escreve o tema, e nós fazemos o arranjo na sala de ensaio, outras vezes surge um loop no ensaio e alguém pega na coisa e leva para casa para acabar e organizar. Outras vezes surge tudo em conjunto numa jam session…

CSFC 2016 3@Alexandre Cabrita

Como é que surgiu o vosso gosto por soul? É algo que vos acompanha desde sempre?

Sim, todos nós ouvimos muita soul e muito funk, e de certa forma isso já se manifestou em vários projetos anteriores (Cool Hipnoise, Funk Messengers, etc.) No fundo foi esse o factor que nos trouxe para a banda.

Se não houvesse qualquer tipo de limites (económicos, financeiros, burocráticos, etc), qual seria a primeira coisa que faziam como banda?

Contratávamos uma enorme equipa técnica, talvez um percussionista e duas ou três coristas, e uma secção de cordas para fazer a coisa ainda maior!

Quais são os vossos planos a médio/longo prazo?

Continuar a crescer, dentro e fora do território nacional. Queremos por o mundo a dançar!

Numa palavra,  “Soul, Sweat & Cut the Crap” é…?

Festa.

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Entrevista: Joana Esperança Andrade

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