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inês caldas

O dia-a-dia de uma livreira disléxica

in Arte+Cultura by

Canto Beat Bag – Música, livros e mulheres

A Inês Caldas enviou-me um email para me falar do seu trabalho e fiquei maravilhada. Num piscar de olhos criamos o Canto Beat Bag na Confraria Vermelha Livraria de Mulheres, um cantinho dedicado a ilustração, a música, aos livros e as mulheres.

A Inês Caldas tem um projecto de ilustração muito interessante o IC Illustration, para conhecerem mais esta artista que procura inspiração na música, achei que podia ser divertido entrevista-la e assim foi… aqui fica a entrevista, que mais não é, que o resultado das nossas partilhas na livraria.

Quem é a Inês Caldas?

Sou a Inês Caldas, sou natural do Porto, tenho 24 anos e sou licenciada em Pintura na faculdade de belas artes do Porto. Fiz também um curso de artes têxteis no Modatex o que me levou a explorar novas técnicas e reflectir muito mais acerca do meu trabalho. Gosto de pintar a natureza e pequenos objectos que vou encontrando. Tanto os fragmentos da natureza e os objectos que escolho, fazem sempre parte de episódios que sinto que devo “arquivar”. Ao retratá-los pode ser que os perceba melhor ou simplesmente guardá-los para que durem.

Como nasce o IC illustration?

Quanto ao projecto IC illustration … Foi um projecto que nasceu nos festivais de verão em que decidi começar a retratar os/as artistas que iam participando acompanhados/as com excertos das suas letras. Correu muito bem e decidi continuar. Comecei a pensar em conceitos mais activistas, formas de prender a atenção das pessoas por alguma razão especial e comecei, sempre focada nas letras dos/as artistas que ilustrava, a focar-me em excertos com um teor mais de empoderamento das

mulheres. Achei honesto da minha parte seguir com este conceito e até hoje tenho seguido com este projecto, não só a projectar mensagens de autoconfiança e aceitação, mas também pequenas notas onde as ilustradas assumem um lado mais vulnerável (o que não as torna, a meu ver, menos fortes e sim apenas pessoas).

Qual é a tua playlist perfeita?

Não tenho playlist perfeita, mas tenho várias playlists adequadas ao que estou a fazer e ao que sinto. Posso dizer que para trabalhar ando quase sempre à volta de electrónica minimal como Trentemoller, Nina Kraviz e Anja Schneider. Faz-me concentrar.Mas nunca prescindo do que é intemporal para mim e esteja onde eu estiver me vai sempre fazer bem… Led Zeppelin

Que escritoras/os e livros te marcaram?

Adoro a Maya Angelou e a franqueza da Sylvia Plath. Também gosto imenso da Sophia de Mello Breyner, é uma inspiração. Quanto aos livros que me marcaram… “On the Road” do Jack Kerouac, sem dúvida. Adoro a sua forma de escrever tão genuína. E o “Dharma Bums” que abordou mais a sua experiência no budismo também foi uma lufada de ar fresco. Fui seguindo muitos outros precursores da Geração Beat, onde acabei por conhecer os poemas incríveis da Diane Di Prima.

O que estás a ler agora?

Agora que me encontro muito focada nos meus projectos, tenho andado numa espécie de pesquisa por temas que tenho tido interesse em trabalhar.
Ando a trabalhar num projecto de ilustração para uma conferência de astro-física e levou-me a começar a ler “A teoria de tudo” de Stephen Hawkin. Pensei que não passaria de uma leitura meramente de pesquisa, mas o facto é que me tenho interessado muito mais do que estava à espera. Tenho lido também livros de filosofia chinesa para complementar o processo de pesquisa deste meu projecto que passa também pela apresentação de alguns aspectos da natureza que, qualquer que seja as suas formas ou direcções levam-nos sempre à quietude.

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Forma mais ampla - não sei se fazem aqueles rectângulos, com a cara da colaboradora e uma mini bio, que aparecem as vezes no fim das publicações. Livreira disléxica e bilinguisticamente baralhada que as vezes gosta de fazer que escreve. Promotora da primeira livraria de Mulheres em Portugal, a Confraria Vermelha, onde todas as pessoas que gostam de ler e conviver são bem vindas. Figura incontornável do movimento "Se não há mimos não é a minha revolução" que procura espalhar sororidade e comprovar que os unicórnios existem. Wiiiiiii!!!!!

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